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Posso batizar meu filho não sendo casado na Igreja Católica?


O Código de Direito Canônico em seu cânon 868, apresenta os requisitos que devem ser cumpridos para que o batismo de uma criança seja considerado lícito e válido:

1º - os pais, ou ao menos um deles ou quem legitimamente faz as suas vezes, consintam;

2º - haja fundada esperança de que será educada na religião católica; se essa esperança faltar de todo, o batismo seja adiado segundo as prescrições do direito particular, avisando-se aos pais sobre o motivo.

Percebe-se, assim, que é possível batizar uma criança sem que os pais sejam legitimamente casados. Basta que haja alguém - geralmente a avó - que tenha a reta intenção de educar a criança na fé católica e que um dos pais consinta, mesmo que o outro se oponha.

É indispensável, porém, que seja feita uma boa escolha dos padrinhos, pois, o encargo destes é garantir o acesso à Igreja, tornando-se responsáveis pela educação religiosa da criança. O mesmo CDC define os critérios para a boa escolha e, por eles, é possível perceber claramente o quanto esse encargo é importante.

A pergunta do aluno enseja ainda uma outra questão que merece ser explorada: a do casamento entre duas pessoas de diferentes religiões. Neste caso, o esposo é católico e a esposa é evangélica, tendo sido formalizada a união apenas no civil. O que se pode fazer nesse caso?

O casamento civil, por si só, já é um consentimento manifestado por ambas as partes de que desejam estar casados. Para estes casos, a Igreja Católica apresenta como solução a chamada sanação radical (sanatio in radice), normatizada pelo CDC no cânon 1161 e seguintes:

Cân. 1161 § 1. A sanação radical (sanatio in radice) de um matrimônio nulo é a sua convalidação, sem renovação de consentimento, concedida pela autoridade competente, trazendo consigo a dispensa do impedimento, se o houver, e também da forma canônica, se não tiver sido observada, como ainda a retroação dos efeitos canônicos ao passado.

§ 2. A convalidação tem lugar desde o momento em que se concede a graça; mas a retroação se entende feita até o momento da celebração do matrimônio, a não ser que expressamente se determine outra coisa.

§ 3. Não se conceda a sanatio in radice, se não for provável que as partes queiram perseverar na vida conjugal.

Cân. 1163 § 1. Pode ser sanado, o matrimônio nulo por impedimento ou por falta de forma legítima, contanto que persevere o consentimento de ambas as partes.
Ora, como já existe a vontade de se casar, pois já o fizeram no civil, é possível, então, procurar o Bispo diocesano, o qual está apto a oferecer esse remédio canônico para que o cônjuge católico possa voltar à comunhão da Igreja e receber os sacramentos.

Portanto, a Igreja fornece os meios necessários para que um filho não seja penalizado pelo pecado dos pais, no caso do batismo, e oferece aos pais, que estão em estado de pecado ou em situação irregular que a regularizem. Basta querer.

Entrevista com São Paulo Apóstolo


Como responderia São Paulo às perguntas que a imprensa de hoje em dia lhe fariam? A fim de sabermos as respostas, lhe faremos várias perguntas de sumo interesse tanto para protestantes quanto para os católicos. Nesta época de tanta confusão vejamos o que responderia o Apóstolo mais admirado pelos grupos protestantes. Sem dúvida que eles (os hereges) não entrevistariam a Pedro, mas a São Paulo.

(eles detestam o fato de Pedro ter sido o Primeiro Papa)

As respostas de São Paulo são de suas próprias escritas tal como a temos na palavra de Deus. Desta maneira, a Própria Bíblia protestante (que eles fingem seguir) dar-nos-á às respostas de São Paulo.


Estamos transmitindo ao vivo e ante a milhares e milhares de pessoas quem querem conhecer a verdade sobre a Fé e tantas discussões que há hoje em dia sobre o verdadeiro cristianismo.

Todos são Bem-vindos e agradecemos por nos sintonizar

1. Sr. Apósto Paulo, hoje em dia, existem muitas doutrinas diferentes dentro do Cristianismo, e muitos vêem isso como normal, Você pode nos dizer, se dá para pertencer a qualquer Igreja, OU A FÉ É ÚNICA?

“Sede solícitos em conservar A UNIDADE do Espírito no vínculo da paz. Sede UM SÓ CORPO E UM SÓ ESPÍRITO, assim como fostes chamados pela vossa vocação a uma só esperança HÁ UM SÓ SENHOR, UMA SÓ FÉ, UM SÓ BATISMO”. (Ef 4, 3- 5)

2. ALGO MAIS A ACRESCENTAR?

O Herege que assim fomenta DIVISÕES, depois de advertido uma primeira e uma segunda vez, evita-o, visto que esse tal é um perverso que, perseverando no seu pecado, se CONDENA a si próprio. (Ti 3,10-11 )

3.Mas muitos dizem que vc escreveu que o importante é crê em Cristo, o que você tem a dizer sobre isso?

“Refiro-me ao fato de que entre vós se usa esta linguagem: Eu sou discípulo de Paulo; eu, de Apolo; eu, de Cefas; eu, de Cristo.. Então ESTARIA CRISTO DIVIDIDO? É Paulo quem foi crucificado por vós? É em nome de Paulo que fostes batizados?” (1 Cor 1.12-13 )

4. Então existe algo de mau, em fundar outras igrejas, fomentando assim as dissensões (divisões) como muitos protestantes o fazem?

“Rogo-vos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que todos estejais em pleno ACORDO e que não haja entre vós DIVISÕES. Vivei em boa harmonia, no mesmo espírito e no mesmo sentimento”. (1Cor 1,10)

5. São Paulo, De donde vc acha que vêm toda essa divisão, heresias, dissensões e seitas que existem hoje em dia?

“Ora, as obras da carne são estas: fornicação, impureza, libertinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, DISCÓRDIAS, PARTIDOS,… ” (Gal 5,19-20 )

6. Se é assim, como você vê a importância de amar a ÚNICA igreja e de pertencer a Ela?
.
“Maridos, amai as vossas mulheres, COMO Cristo amou a IGREJA e se entregou por ela,” (Ef 5,25)

7. Isso é muito Forte, porque se a igreja for como a esposa, então somente deve haver uma. Então quem vai a qualquer igreja porque gosta mais, ou se identifique mais, está na verdade com uma amante espiritual: Que seria essa pessoa?

“Vós todos considerai o matrimônio com respeito e conservai o leito conjugal imaculado, porque Deus julgará os impuros e os adúlteros”. (Hb 13,4)

8. Desculpa Paulo minha insistência. Não sei se compreendi bem… Hoje muitos dizem que as igrejas não salvam, não importa em qual estejam, que a coluna e a sustentação da verdade é a Bíblia. Qual a sua opinião?

“Todavia, se eu tardar, quero que saibas como deves portar-te na casa de Deus, que é a IGREJA de Deus vivo, COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE”. (1Tm 3,15)

9. Bom, se for extremamente importante pertencer à Igreja. Como nós podemos estar seguros de estar na única igreja fundada por Cristo? Você poderia dar-nos algumas características essenciais da doutrina de seu tempo? O que vocês faziam?

A) NÓS CELEBRAMOS A EUCARISTIA

“Eu recebi do Senhor o que vos transmiti: que o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, partiu-o e disse: Isto É o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de haver ceado, tomou também o cálice, dizendo: Este cálice É a Nova Aliança no meu sangue; todas as vezes que o beberdes, fazei-o em memória de mim”. (1Cor 11,23- 25)

“Portanto, todo aquele que comer o pão ou beber o cálice do Senhor indignamente, será culpável do CORPO E DO SANGUE do Senhor”. (1COR. 11,27)

B) ESTAMOS EM COMUNHÃO COM O APÓSTOLO PEDRO

“Três anos depois subi a Jerusalém para conhecer Cefas, e fiquei com ele quinze dias “. (Gal 1,18)

Então na igreja nem todos são iguais e deve haver uma hierarquia?

“Na Igreja, Deus constituiu PRIMEIRAMENTE OS APÓSTOLOS, em segundo lugar os profetas, em terceiro lugar os doutores, depois os que têm o dom dos milagres, o dom de curar, de socorrer, de governar, de falar diversas línguas”. (1Cor 12,28)

C) CREMOS NA SALVAÇÃO PELA FÉ E PELAS OBRAS:

“Mas, pela tua obstinação e coração impenitente, vais acumulando ira contra ti, para o dia da cólera e da revelação do justo juízo de Deus, QUE RETRIBUIRÁ A CADA UM SEGUNDO AS SUAS OBRAS:” (Rm 2,5-6 )”

“Estar circuncidado ou incircunciso de nada vale em Cristo Jesus, mas sim A FÉ QUE OPERA PELA CARIDADE”.(Gl 5,6)

- Perdão, mas… então você NUNCA disse que “SOMENTE pela fé nós somos salvos” ?

- “Eu não posso responder-lhe com uma de minhas cartas, porque eu nunca disse isso”.

E) GUARDAMOS NÃO SOMENTE A ESCRITURA , MAS TAMBÉM O QUE NÓS RECEBEMOS DA PALAVRA (TRADIÇÃO):

“Assim, pois, irmãos, ficai firmes e CONSERVAI OS ENSINAMENTOS que de nós aprendestes, SEJA POR PALAVRAS, seja por carta nossa”. (2Ts 2,15)

“O que de mim OUVISTE em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de INSTRUIR A OUTROS”. (2Tm 2,2)

10. Desculpa Paulo, mas é muito sério o que você acaba de afirmar…… Se o que você diz está certo então há muitas pessoas que dizem ser cristãs, mas que estão equivocadas e nós devemos tomar cuidado com elas !!! Você permite-me perguntar de outros assuntos?

“Olha por ti e pela instrução dos outros. E persevera nestas coisas. Se isto fizeres, salvar-te-ás a ti mesmo e aos que te ouvirem”. (1Tm 4,16)

11. Muito agradecido Paulo, mas: E Sobre o purgatório? O Que você pensa? Alguns que já são salvos, Não necessitam de purificação?

“A obra de cada um aparecerá. O dia (do julgamento) demonstrá-lo-á. Será descoberto pelo fogo; o fogo provará o que vale o trabalho de cada um. Se a construção resistir, o construtor receberá a recompensa. SE PEGAR FOGO, ARCARÁ COM OS DANOS. ELE SERÁ SALVO, PORÉM PASSANDO DE ALGUMA MANEIRA ATRAVÉS DO FOGO. 1 Cor 3.13-15

12. Bom… e sobre o que dizem alguns protestantes hoje em dia que não se deve comer carne de porco, nem tomar café, nem outras coisas porque são más e estão proibidas?

“Comei de TUDO o que se vende no açougue, sem indagar de coisa alguma por motivo de consciência”. (1Cor 10,25)

“Pois TUDO o que Deus criou é bom e nada há de reprovável, quando se usa com ação de graças”. (1Tm 4,4)

13. Uhm… E que podemos dizer àqueles protestantes que nos criticam por não guardar o sábado?

“Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas OU DE SÁBADOS”. (Cl 2,16)

“NO PRIMEIRO DIA DA SEMANA, estando nós reunidos para partir o pão, Paulo, que havia de viajar no dia seguinte, conversava com os discípulos e prolongou a palestra até a meia-noite”. (At 20,7)

14. Paulo, Foi maravilhoso ter te escutado, pois sem dúvida muitas coisas nos foram clareadas. Antes de terminar esta entrevista quero lhe informar que temos alguns sites na Internet, onde explicamos muitos temas e defendemos a verdadeira fé, para que os mais fracos não caiam no Engodo dos que causam divisões. Qual a sua opinião sobre isso?

“Esta asserção reflete a verdade. Portanto, repreende-os severamente, para que se mantenham sãos na fé, e não dêem ouvidos a fábulas judaicas nem a preceitos de HOMENS AVESSOS À VERDADE. Ti 1,13-14

“O que de mim ouviste em presença de muitas testemunhas, confia-o a homens fiéis que, por sua vez, sejam capazes de instruir a outros. Suporta comigo os trabalhos, como bom soldado de Jesus Cristo.”. (2Tm 2. 2-3)

15. Algo mais que queiras acrescentar São Paulo?

“Eu te conjuro em presença de Deus e de Jesus Cristo, que há de julgar os vivos e os mortos, por sua aparição e por seu Reino: prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, REPREENDE, AMEAÇA, EXORTA com toda paciência e empenho de instruir.

Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a SÃ DOUTRINA da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de ESCUTAR NOVIDADES, juntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às FÁBULAS. Tu, porém, sê prudente em tudo, paciente nos sofrimentos, cumpre a missão de pregador do Evangelho, consagra-te ao teu ministério. 2 Tim 4,1-5

“Saudai a todos OS QUE VOS GUIAM E A TODOS OS SANTOS. Os irmãos DA ITÁLIA vos saúdam. A graça esteja com todos vós. Amém.” Heb 13,24-25

EXTRA ! EXTRA!.

Em Off o Apóstolo Paulo bondosamente ainda respondeu mais algumas perguntas e bombasticamente nos chamou atenção para um detalhe

VEJAM:

PAULO PODE NOS FALAR UM POUCO DO SEU MINISTÉRIO?

Meu ministério durou trinta anos.

Três anos após Minha conversão, viajei a Jerusalém para me encontrar com Pedro a fim de receber a benção Papal e perguntar a ele se eu estava pregando o evangelho direitinho aos gentios. (Gálatas 2,2)

COMO SE DEU A SUA MORTE?

Sua pergunta é muito oportuna….

Fui executado em Roma durante a perseguição do imperador e louco Nero (A perseguição de Nero aos Cristãos durou quarto anos, de 64 a 68 d.C.), Foi também durante esta perseguição que o apóstolo Pedro foi executado.

Como cidadão romano , tive direito a uma morte rápida, fui decapitado com uma espada no dia 29 de junho de 67 na margem esquerda do rio Tibre, na Via Ostiense, a estrada para o porto de Ostia perto de Roma.

E ONDE O SEU CORPO FOI ENTERRADO?

Meu corpo foi enterrado com São Pedro, nas catacumbas do “ad Catacumbas” , Via Apia , onde permaneceu até ser removido pelo Papa Cornélio.

O Corpo de Pedro está enterrado sob o Vaticano, E assim Cristo cumpriu a Sua Promessa….

“Sobre Ti (Pedro) Edificarei a Minha Igreja” (MT 16,18)

E ATUALMENTE ONDE SE ENCONTRA O SEU CORPO?

Atualmente , meu corpo está enterrado sob o altar principal da basílica de São Paulo Fora dos Muros.

Espere Paulo… Então quer dizer que na Ressureição dos Corpos, seu CORPO e o CORPO de Pedro ressuscitarão dentro de Uma Igreja Católica!!! Podemos então concluir que este é MAIS UM dos sinais da Verdadeira Igreja?

Por isso que eu disse que sua pergunta era muito oportuna.

Além do mais como meu corpo poderia ter sido enterrado em uma igreja protestante se elas ainda não haviam sido inventadas pelo homem?

Grato Paulo, por mais esse esclarecimento





A sucessão de Bento XVI

Depois da renúncia do nosso querido Papa Bento XVI, deixará nesta quinta feira (27) de ser Papa. Nesse momento de mudança do Santo Padre Bento XVI também pede para todos os fieis, "Neste momento particular, peço-vos que rezeis por mim e pela Igreja, confiando sempre na Providência de Deus", e deixou o seu pedido também para a quaresma, "No tempo da Quaresma que se inicia, renovemos o nosso esforço de conversão, dando mais espaço a Deus", e para nós jovens disse "Queridos jovens, a Igreja necessita autênticos testemunhos para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida tenha sido transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros. (Referindo-se à Jornada Mundial da Juventude - Madri 2011)".
Mas você sabe como se elege um novo Papa? Nesse artigo vamos mostrar como é feito a organização do Conclave para escolher o novo líder da Igreja Católica.


Nesse período de renúncia o mundo comenta e se diz surpreso pela renúncia de Bento XVI. Não estamos acostumados com esta realidade na Igreja, pois ficou bem longe na história quando isso aconteceu pela última vez. O Código de Direito Canônico é claro a este respeito, dizendo explicitamente no artigo 332, alínea 2, que "Se acontecer que o Romano Pontífice renuncie ao cargo, para a validade requer-se que a renúncia seja feita livremente, e devidamente manifestada, mas não que seja aceita por alguém."
Uma realidade tão importante para o Catolicismo como o Papado (sucessor de Pedro) faz com que a humanidade se sinta surpresa pelo fato do Papa renuncia-la. Lembremos que amparado pelo Direito Canônico o Papa afirma não se sentir em condições de servir a Igreja devido sua saúde. Não podemos esquecer de dimensionar nossa surpresa, pois a renúncia não se trata de deixar o ministério ordenado, no caso de Bento XVI na condição do grau do Episcopado. O Papa está renunciando a condição Petrina de Governar a Igreja, não o caráter Episcopal de seu Ministério. O caráter que lhe foi dado pelo sacramento da Ordem é irrenunciável.
Sua Santidade Bento XVI, ao renunciar o Papado, assume outro modo de servir a Igreja de Jesus Cristo, no grau do episcopado que lhe foi conferido, dentro das condições que ele julga ter diante de sua saúde.
Por mais que muitos apontam crise e um abalo na Igreja Católica com a saída de que Bento XVI, saibam que estão apenas fazendo tempestades em copo d'água. Não é a primeira vez que isso ocorreu e nas demais vezes a Igreja Católica permaneceu solida e firme, e isso só é possível pois a Igreja Católica está assegurada nas palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo quando disse: "as portas do inferno não prevalecerão contra ela", Mateus 16, 18.

Fonte: Globo - G1 e Diocese São João

CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA (§1-§25)

PRÓLOGO

«PAI, [...] é esta a vida eterna: que Te conheçam a Ti, único Deus verdadeiro, e Aquele que enviaste, Jesus Cristo» (Jo 17, 3). «Deus, nosso Salvador [...], quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade» (1 Tm 2, 3-4).«Não existe debaixo do céu outro nome, dado aos homens, pelo qual possamos ser salvos» (Act 4, 12), senão o nome de JESUS.
I. A vida do homem – conhecer e amar a Deus

1. Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para o tornar participante da sua vida bem-aventurada. Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família que é a Igreja. Para tal, enviou o seu Filho como Redentor e Salvador na plenitude dos tempos. N'Ele e por Ele, chama os homens a tornarem-se, no Espírito Santo, seus filhos adoptivos e, portanto, herdeiros da sua vida bem-aventurada.

2. Para que este convite se fizesse ouvir por toda a Terra, Cristo enviou os Apóstolos que escolhera, dando-lhes o mandato de anunciar o Evangelho: «Ide, pois, fazei discípulos de todas as nações, baptizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a cumprirem tudo quanto vos prescrevi. E eis que Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28, 19-20). Fortalecidos por esta missão, os Apóstolos «partiram a pregar por toda a parte e o Senhor cooperava com eles confirmando a Palavra com os sinais que a acom­panhavam» (Mc 16, 20).

3. Aqueles que, com a ajuda de Deus, aceitaram o convite de Cristo e livremente Lhe responderam, foram por sua vez impelidos, pelo amor do mesmo Cristo, a anunciar por toda a parte a Boa-Nova. Este tesouro, recebido dos Apóstolos, foi fielmente guardado pelos seus sucessores. Todos os fiéis de Cristo são chamados a transmiti-lo de geração em geração, anunciando a fé, vivendo-a em partilha fraterna e celebrando-a na liturgia e na oração (1).

II. Transmitir a fé  a catequese

4. Bem cedo se chamou catequese ao conjunto de esforços empreendidos na Igreja para fazer discípulos, para ajudar os homens a acreditar que Jesus é o Filho de Deus, a fim de, pela fé, terem a vida em seu nome, e para os educar e instruir nessa vida, construindo assim o Corpo de Cristo (2).

5. «A catequese é uma educação da fé das crianças, dos jovens e dos adultos, que compreende especialmente o ensino da doutrina cristã, ministrado em geral dum modo orgânico e sistemático, em ordem à iniciação na plenitude da vida cristã» (3).

6. Sem se confundir com eles, a catequese articula-se com um certo número de elementos da missão pastoral da Igreja que têm um aspecto catequético, preparam para a catequese ou dela derivam: o primeiro anúncio do Evangelho ou pregação missionária, para suscitar a fé; a busca das razões de acreditar; a experiência da vida cristã; a celebração dos sacramentos; a integração na comunidade eclesial; o testemunho apostólico e missionário (4)

7. «A catequese está intimamente ligada a toda a vida da Igreja. Dependem essencialmente dela não só a expansão geográfica e o crescimento numérico, mas também, e muito mais ainda, o crescimento interior da Igreja e a sua conformidade com o desígnio de Deus» (5).

8. Os períodos de renovação da Igreja são também tempos fortes de catequese. Assim, na grande época dos Padres da Igreja, vemos santos bispos consagrarem parte importante do seu ministério à catequese, como por exemplo São Cirilo de Jerusalém, São João Crisóstomo, Santo Ambrósio, Santo Agostinho e tantos outros Padres, cujas obras catequéticas continuam a ser modelo.

9. O ministério da catequese vai buscar energias sempre novas aos concílios. O Concílio de Trento constitui, a este respeito, um exemplo a sublinhar: nas suas constituições e decretos, deu prioridade à catequese; está na origem do Catecismo Romano que tem o seu nome e que constitui um trabalho de primeira ordem como compêndio da doutrina cristã; fez nascer na Igreja uma organização notável da catequese; e, graças a santos bispos e teólogos, como São Pedro Canísio, São Carlos Borromeo, São Toríbio de Mogrovejo e São Roberto Belarmino, levou à publicação de numerosos catecismos.

10. Não admira, pois, que, na sequência do II Concílio do Vaticano (que o Papa Paulo VI considerava como o grande catecismo dos tempos modernos), a catequese da Igreja tenha de novo chamado a atenção. O Directório catequético geral, de 1971; as sessões do Sínodo dos Bispos consagradas à evangelização (1974) e à catequese (1977): e as exortações apostólicas correspondentes — Evangelii nuntiandi (1975) e Catechesi tradendae (1979) — são disso bom testemunho. A assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos de 1985 pediu: «que seja redigido um catecismo ou compêndio de toda a doutrina católica, tanto no tocante à fé como no que respeita à moral» (6). O Santo Padre João Paulo II fez seu este voto do Sínodo dos Bispos. Reconheceu que «tal desejo corresponde inteiramente a uma verdadeira necessidade da Igreja universal e das Igrejas particulares»(7). E pôs todo o seu empenho cm que se concretizasse este desejo dos Padres sinodais.

III. Finalidade e destinatários deste catecismo

11. A finalidade deste Catecismo é apresentar uma exposição orgânica e sintética dos conteúdos essenciais e fundamentais da doutrina católica, tanto sobre a fé como sobre a moral, à luz do II Concilio do Vaticano e do conjunto da Tradição da Igreja. As suas fontes principais são a Sagrada Escritura, os santos Padres, a liturgia e o Magistério da Igreja. E destina-se a servir «como ponto de referência aos catecismos ou compêndios a publicar nos diversos países» (8).

12. Este Catecismo destina-se principalmente aos responsáveis pela catequese, que são em primeiro lugar os bispos, enquanto doutores da fé e pastores da Igreja. É-lhes oferecido como instrumento para o desempenho da sua missão de ensinar o povo de Deus. E, através dos bispos, dirige-se aos redactores de catecismos, aos sacerdotes e aos catequistas. Será também uma leitura útil para todos os outros fiéis cristãos.

IV. Estrutura deste catecismo

13. O plano deste Catecismo inspira-se na grande tradição dos catecismos que articulam a catequese cm torno de quatro «pilares»: a profissão da fé baptismal (Símbolo), os sacramentos da fé, a vida da fé (Mandamentos) e  a oração do crente (o Pai Nosso).

PRIMEIRA PARTE: A PROFISSÃO DA FÉ

14. Aqueles que, pela fé e pelo Baptismo, pertencem a Cristo, devem confessar a sua fé baptismal diante dos homens (9). Por isso, o Catecismo começa por expor em que consiste a Revelação, pela qual Deus Se dirige e Se dá ao homem, e a fé pela qual o homem responde a Deus (Primeira Secção). O Símbolo da fé resume os dons que Deus faz ao homem, como Autor de todo o bem, Redentor e Santificador, e articula-os em volta dos «três capítulos» do nosso Baptismo – a fé num só Deus: o Pai Todo-poderoso, Criador; e o seu Filho Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador: e o Espírito Santo, na Santa Igreja (Segunda Secção).

SEGUNDA PARTE: OS SACRAMENTOS DA FÉ

15. A segunda parte do Catecismo expõe como a salvação de Deus, realizada uma vez por todas por Jesus Cristo e pelo Espírito Santo, se toma presente nas acções sagradas da liturgia da Igreja(Primeira Secção), e em especial nos sete sacramentos (Segunda Secção).

TERCEIRA PARTE: A VIDA DA FÉ

16. A terceira parte do Catecismo apresenta o fim último do homem, criado à imagem de Deus – a bem-aventurança e os caminhos para a ela chegar: um comportamento recto e livre, com a ajuda da lei de Deus e da sua graça (Primeira Secção); um comportamento que realize o duplo mandamento da caridade, explicitado nos dez Mandamentos de Deus (Segunda Secção).

QUARTA PARTE: A ORAÇÃO NA VIDA DA FÉ

17. A última parte do Catecismo trata do sentido e da importância da oração na vida dos crentes(Primeira Secção), terminando com um breve comentário aos sete pedidos da Oração do Senhor(Segunda Secção). De facto, nesses sete pedidos encontramos a suma dos bens que devemos esperar e que o nosso Pai dos Céus nos quer dar.

V. Indicações práticas para o uso deste catecismo

18. Este Catecismo foi concebido como uma exposição orgânica de toda a fé católica. Deve, portanto, ser lido como um todo. Numerosas notas remissivas à margem do texto (números impressos em tipos menores remetendo para outros parágrafos que tratam do mesmo assunto) e o índice analítico no fim do volume, permitem encarar cada tema na sua ligação com o conjunto da fé.

19. Muitas vezes, os textos da Sagrada Escritura não são citados literalmente, mas com a simples indicação da referência (por meio dum cf.) feita em nota. Para uma inteligência aprofundada desses passos, convém recorrer aos próprios textos. Tais referências bíblicas são um instrumento de trabalho para a catequese.
20. Quando, cm certas passagens, se emprega a letra miúda, isso quer dizer que se trata de anotações de tipo histórico ou apologético, ou de exposições doutrinais complementares. 
21. As citações, em letra miúda, de fontes patrísticas, litúrgicas, do Magistério ou da hagiografia, destinam-se a enriquecer a exposição doutrinal. Frequentemente, esses textos foram escolhidos a pensar num emprego directamente catequético. 
22. No fim de cada unidade temática, uma série de textos breves resume, em fórmulas escolhidas, o essencial do ensinamento. Estes «RESUMINDO» têm por fim dar à catequese local sugestões de fórmulas sintéticas e fáceis de decorar.
VI. Adaptações necessárias

23. A tónica deste Catecismo incide sobre a exposição doutrinal. Com efeito, a sua intenção é ajudar a aprofundar o conhecimento da fé. Todo ele se orienta no sentido do amadurecimento da mesma fé, do seu enraizamento na vida e da sua irradiação no testemunho (10).

24. Pela sua própria finalidade, este Catecismo não se propõe realizar as adaptações da exposição e dos métodos catequéticos, exigidas pelas diferenças de culturas, idades, maturidade espiritual, situações sociais e eclesiais daqueles a quem a catequese se dirige. Essas indispensáveis adaptações pertencem aos catecismos apropriados e, sobretudo, àqueles que ministram o ensino aos fiéis:
«Aquele que ensina deve "fazer-se tudo para todos" (1 Cor 9, 22) para a todos atrair a Jesus Cristo. [...] Sobretudo, não julgue que lhe está confiada apenas uma categoria de almas e que, portanto, lhe incumbe o trabalho de ensinar e formar de modo idêntico, na verdadeira piedade, todos os fiéis, usando sempre um só e mesmo método! Atendendo a que, em Cristo Jesus, uns são como crianças recém-nascidas, outros como adolescentes e outro, finalmente, já são efectivamente adultos, é necessário que pondere com toda a diligência quais são os que precisam de leite e quais os que carecem de um alimento mais sólido. [...] Isto mesmo testemunhava de si próprio o Apóstolo. [...] Os que são chamados ao ministério da pregação devem, ao transmitir o ensino dos mistérios da fé e das normas dos costumes, adaptar as suas palavras à mentalidade e à inteligência dos seus ouvintes» (11).

ACIMA DE TUDO — A CARIDADE

25. A concluir esta apresentação, é oportuno Lembrar este princípio pastoral enunciado peloCatecismo Romano:
Este é sem dúvida o caminho melhor, que o mesmo apóstolo seguia quando fundamentava a sua doutrina e ensino na caridade que não acaba nunca. A finalidade da doutrina e do ensino deve fixar-se toda no amor, que não acaba. Podemos expor muito bem o que se deve crer, esperar ou fazer; mas, sobretudo, devemos pôr sempre em evidência o amor de nosso Senhor, de modo que cada qual compreenda que qualquer acto de virtude perfeitamente cristão, não tem outra origem nem outro fim senão o amor (12).


Notas
1. Cf. Act 2, 42. 2.
2. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 1: AAS 71 (1979) 1277-1278.
3. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 18: AAS 71 (1979) 1292.
4. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 18: AAS 71 (1979) 1292.
5. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 13: AAS 71 (1979) 1288.
6. Sínodo dos Bispos, Assembleia extraordinária, Ecclesia sub Verbo Dei mysteria Christi celebrans pro salute mundi. Relatório final II B A 4 (Cidade do Vaticano 1985), p. 11.
7. João Paulo II, Discurso de encerramento da Assembleia extraordinária do Sínodo dos Bispos (7 de Dezembro de 1985), 6: AAS 58 (1986) 435.
8. Sínodo dos Bispos, Ecclesia sub Verbo Dei mysteria Christi celebrans pro salute mundi.Relatório final  II B A 4 (Cidade do Vaticano 1985), p. 11.
9. Cf. Mt 10, 23; Rm 10, 9.
10. Cf. João Paulo II, Ex. ap. Catechesi tradendae, 20-22: AAS 71 (1979) 1293-1296; Ibid., 25: AAS 71 (1979) 1207-1298.
11. Catechismus Romanus seu Catechismus ex decreto Concilii Tridentini ad parochos, Pii V Pontificis Maximi iussu editus, Praefatio, 11:  ed  P. Rodríguez (Città del Vaticano – Pamplona 1989) p. 11.
12. Catechismus Romanus, Praefatio 10: ed. P. Rodriguez (Città del Vaticano – Pamplona 1989) p. 10.

Fonte:  http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/prima-pagina-cic_po.html

A Oração do Santo Rosário


Como surgiu a oração do Santo Rosário

A oração do Santo Rosário surge aproximadamente no ano 800 à sombra dos mosteiros, como Saltério dos leigos. Dado que os monges rezavam os salmos (150), os leigos, que em sua maioria não sabiam ler, aprenderam a rezar 150 Pai nossos. Com o passar do tempo, se formaram outros três saltérios com 150 Ave Marias, 150 louvores em honra a Jesus e 150 louvores em honra a Maria.
No ano 1365 fez-se uma combinação dos quatro saltérios, dividindo as 150 Ave Marias em 15 dezenas e colocando um Pai nosso no início de cada uma delas. Em 1500 ficou estabelecido, para cada dezena a meditação de um episódio da vida de Jesus ou Maria, e assim surgiu o Rosário de quinze mistérios.
A palavra Rosário significa ‘Coroa de Rosas’. A Virgem Maria revelou a muitas pessoas que cada vez que rezam uma Ave Maria lhe é entregue uma rosa e por cada Rosário completo lhe é entregue uma coroa de rosas. A rosa é a rainha das flores, sendo assim o Rosário a rosa de todas as devoções e, portanto, a mais importante.
O Santo Rosário é considerado a oração perfeita porque junto com ele está a majestosa história de nossa salvação. Com o rosário, meditamos os mistérios de gozo, de dor e de glória de Jesus e Maria. É uma oração simples, humilde como Maria. É uma oração que podemos fazer com ela, a Mãe de Deus. Com o Ave Maria a convidamos a rezar por nós. A Virgem sempre nos dá o que pedimos. Ela une sua oração à nossa. Portanto, esta é mais poderosa, porque Maria recebe o que ela pede, Jesus nunca diz não ao que sua mãe lhe pede. Em cada uma de suas aparições, nos convida a rezar o Rosário como uma arma poderosa contra o maligno, para nos trazer a verdadeira paz.
O Rosário é composto de dois elementos: oração mental e oração verbal.
No Santo Rosário a oração mental é a meditação sobre os principais mistérios ou episódios da vida, morte e glória de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe.
A oração verbal consiste em recitar quinze dezenas (Rosário completo) ou cinco dezenas do Ave Maria, cada dezena iniciada por um Pai Nosso, enquanto meditamos sobre os mistério do Rosário.
A Santa Igreja recebeu o Rosário em sua forma atual em 1214 de uma forma milagrosa: quando a Virgem apareceu a Santo Domingo e o entregou como uma arma poderosa para a conversão dos hereges e outros pecadores daquele tempo. Desde então sua devoção se propagou rapidamente em todo o mundo com incríveis e milagrosos resultados.

Palavras de João Paulo II sobre a Oração do Rosário

“O Rosário é minha oração preferida. Oração maravilhosa em sua simplicidade e em sua profundidade. Nesta oração repetimos muitas vezes as palavras que a Virgem Maria escutou da boca do anjo e de sua prima Isabel. A estas palavras toda a Igreja se associa.
Podemos dizer que o Rosário é, de certo modo, uma oração-comentário do último capítulo da Constituição “Lumen Gentium” do Vaticano II, capítulo que trata da admirável presença da Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja. No fundo das palavras “Ave Maria”, passam diante dos olhos do que reza os principais episódios da vida de Cristo, com seus mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, que nos fazem entrar em comunhão com Cristo, poderíamos dizer, através do coração de sua Mãe.
Nosso coração pode encerrar nestas dezenas do Rosário todos os atos que compõem a vida de cada indivíduo, de cada família, de cada nação, da Igreja e da humanidade: os acontecimentos pessoais e os do próximo e, de modo particular, daqueles que mais gostamos. Assim, a simples oração do Rosário pulsa no ritmo da vida humana”.

João Paulo II

Como rezar o Rosário


Para recitar o Rosário com verdadeiro proveito deve-se estar em estado de graça ou pelo menos ter a firme resolução de renunciar o pecado mortal. 1. Segurando o Crucifixo, fazer o Sinal da Cruz e em seguida rezar o Credo.
2. Na primeira conta grande, recitar um Pai Nosso.
3. Em cada uma das três contas pequenas, recitar um Ave Maria.
4. Recitar um Glória antes da seguinte conta grande.
5. Anunciar o primeiro Mistério do Rosário do dia e recitar um Pai Nosso na seguinte conta grande.
6. Em cada uma das dez seguintes contas pequenas (uma dezena) recitar um Ave Maria enquanto se faz uma reflexão sobre o mistério.
7. Recitar um Glória depois das dez Ave Marias. Também se pode rezar a oração de Fátima.
8. Cada uma das seguintes dezenas é recitada da mesma forma: anunciando o correspondente mistério, recitando um Pai Nosso, dez Ave Marias e um Glória enquanto se medita o mistério.
9. Ao se terminar o quinto mistério o Rosário costuma ser concluído com a oração da Salve Rainha.
Ao contrário do que muitos pensam, o terço não é uma oração repetitiva.
Trata-se da meditação dos mistérios da vida de Cristo. A cada mistério, devemos honrar e glorificar a Deus por ser capaz de maravilhas em nossas vidas. Veja:

MISTÉRIO GOZOSOS SOBRE A INFÂNCIA DE JESUS (segunda e sábado)
1º Mistério: Anunciação do anjo São Gabriel a Nossa Senhora (Lc 1, 26-38)
2º Mistério: Visita de Nossa Senhora à sua prima Santa Isabel (Lc 1,39-56)
3º Mistério: Nascimento de Jesus em Jesus (Lc 2,1-21)
4º Mistério: Apresentação do Menino Jesus no templo (Lc 2,22-40)
5º Mistério: Encontro de Jesus no templo entre os doutores da lei (Lc 2,41-52)

MISTÉRIOS DOLOROSOS SOBRE A PAIXÃO DE JESUS (terça e sexta-feira)
1º Mistério: Agonia morta de Jesus no horto das Oliveiras (Mt 26,36-56)
2º Mistério: Flagelação de Jesus atado à coluna(Mt 27,11-26)
3º Mistério: Coroação de espinhos de Jesus por seus algozes (Mt 27,27-31)
4º Mistério: Subida dolorosa do Calvário (Jo 19,17-24)
5º Mistério: Crucificação de Jesus (Jo 19,25-37)

MISTÉRIOS GLORIOSOS SOBRE A RESSURREIÇÃO DE JESUS E ASCENSÃO DE SUA MÃE MARIA (quarta-feira, e domingo).

1º Mistério: Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo (Jo 20, 1-18)
2º Mistério: A ascensão Gloriosa de Jesus ao Céu (Lc 24, 50-53)
3º Mistério: Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos (Ato 2,1-13)
4º Mistério: Assunção Gloriosa de Nossa Senhora ao céu (Sl 44,11-18)
5º Mistério: Coroação de Nossa Senhora no Céu(Apo 12, 1-4)

MISTÉRIOS LUMINOSOS (quinta-feira)
1º Mistério: Batismo do Senhor no Jordão (Cor 5, 21 – Mt 3, 17)
2º Mistério: Bodas de Caná (Jo 2, 1-12)
3º Mistério: A proclamação do Reino (Mc 1, 15)
4º Mistério: A Transfiguração de Jesus (Lc 9, 35)
5º Mistério: Instituição da Eucaristia (Jo 13, 1)

O “terço” assim se chama porque antes do Papa João Paulo II incluir os mistérios luminosos, tínhamos apenas 3 mistérios na oração.
A oração de todos os três mistérios chamamos Rosário.
A oração de apenas um mistério tratava-se, então, da oração de “um terço” (1/3) de “um” (1) Rosário.
Agora que temos 4 mistérios no Rosário, o terço deveria se chamar “quarto”, pois na oração de apenas um mistério, estaremos contemplando apenas um dos 4 mistérios do Rosário, “um quarto”(1/4).


Palavras de São Luís Maria Grignion de Montfort sobre o Santo Rosário
"Não é possível expressar quanto a Santíssima Virgem estima o Rosário sobre todas as demais devoções, e quão magnânimo é ao recompensar os que trabalham para pregá-lo, estabelecê-lo e cultivá-lo. Recitado enquanto são meditados os mistérios sagrados, o Rosário é manancial de maravilhosos frutos e depósito de toda espécie de bens. Através dele, os pecadores obtêm o perdão; as almas sedentas se saciam; os que choram acham alegria; os que são tentados, a tranqüilidade; os pobres são socorridos; os religiosos, reformados; os ignorantes, instruídos; os vivos triunfam da vaidade, e as almas do purgatório (por meio de sufrágios) encontram alívio. Perseverai, portanto, nessa santa devoção, e tereis a coroa admirável preparada no Céu para a vossa fidelidade”.
MONTFORT, São Luís Maria Grignion de, Tratado Da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, Rio De Janeiro: Vozes, 28º edição.

Retirado de:
"O Terço e o Rosário"
MONTFORTE
"O Terço e o Rosário" MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=oracoes&subsecao=oracoes&artigo=o_rosario&lang=bra 
Online, 24/09/2012 às 11:46h

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